Ginecomastia

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As mamas masculinas que crescem por alteração hormonal ou acúmulo de gordura fazem parte de uma disfunção conhecida como ginecomastia. O trauma psicológico que causa nos jovens e adolescentes só é comparado, nesta faixa etária, ao da orelha de abano. Os meninos não vão à praia e nem à piscina, porque o ato de retirar a camiseta revela as mamas de aspecto feminino. Indicação Correção do desenvolvimento excessivo no tecido da região mamária masculina.

Anestesia

Normalmente é utilizada a anestesia geral.

Tempo de cirurgia

De uma a uma hora e meia.

Tempo de internação

De 12 a 24 horas.

Tempo de recuperação

O paciente pode retomar as atividades escolares ou profissionais em uma semana. Deve-se evitar exposição solar por dez dias. A atividade física leve está liberada em dez dias. Os exercícios físicos mais pesados podem ser retomados em três semanas.

Resultado final

O resultado final pode ser visto em um mês.

O que é a ginecomastia?

A ginecomastia é causada por um desenvolvimento excessivo no tecido da região mamária masculina e ocorre nas fases de mudanças hormonais do homem (infância, adolescência e velhice) sem nenhuma patologia de base, na maior parte dos casos. A alteração é normalmente causada por uma variedade de mudanças hormonais, sendo a maioria delas reversíveis durante a puberdade.

 

Ou seja, a ginecomastia é, na maioria dos casos, nesta faixa etária, uma condição benigna, e muitas vezes regride espontaneamente. Se a condição persistir em um adolescente, é realizada a correção cirúrgica que proporciona um resultado bastante satisfatório. Como técnica auxiliar, pode ser realizada a lipoaspiração que, em alguns pacientes, pode ser usada como procedimento exclusivo.

Embora a ginecomastia não tenha nenhuma ligação com virilidade, o formato mamário feminino causa uma grande de vergonha e inibição por parte dos homens. Vários fatores socioculturais influenciam a sua não aceitação pelo homem, sendo, nos tempos modernos, considerada uma deformidade. Embora vários estudos tenham sido realizados visando expandir as opções medicamentosas para tratamento da ginecomastia, a cirurgia do tecido mamário permanece como o método de escolha para sua correção. Devido ao estresse psicológico ser a razão principal para a indicação cirúrgica, os resultados estéticos têm grande importância para esses pacientes, devendo-se considerar o tamanho da cicatriz e deixá-la o mais imperceptível possível.

Sinais clínicos, sintomas e causas No homem adulto normal, não há tecido mamário palpável. A ginecomastia apresenta-se como uma massa na região mamária, palpável, variando de 1,0 a 10 cm de diâmetro. Ela se apresenta geralmente de forma unilateral, podendo desenvolver-se após meses ou anos na outra mama. Quando as duas mamas estão comprometidas pode haver assimetria e a história de desenvolvimento, sequencial ou simultâneo, é importante. O mamilo e a aréola raramente apresentam mudanças significativas, embora possa ocorrer um alargamento desta última devido a hipertrofia dos mamilos. Os sintomas limitam-se à massa palpável e pouca dor à palpação, principalmente nos adolescentes, porém, na maioria dos casos, a doença é assintomática.

A maioria dos casos de ginecomastia ocorre na puberdade com uma incidência de 65% jovens entre 14 e 15 anos. Essa condição desaparece durante os últimos anos da adolescência, apresentando-se apenas em 7% aos 17 anos de idade. A incidência aumenta com a progressão da idade, atingindo até 30% nos homens idosos.

As diferentes causas de ginecomastia determinam a abordagem terapêutica mais apropriada. O uso abusivo de bebida alcoólica e maconha podem predispor ao desenvolvimento da doença. A causa mais comum é o aumento nos estrógenos, a diminuição nos andrógenos ou um déficit nos receptores androgênicos. Ou seja, os fatores hormonais constituem a causa principal desta disfunção. Se a causa for a puberdade, é melhor esperar pelo menos dois anos para a regressão espontânea ocorrer. Curiosamente, temos detectado que os garotos que modelam o corpo nas academias de ginástica desenvolvem a ginecomastia.

Na pressa de resultados, alguns ingerem esteroides, causando a deformidade, que só pode ser resolvida cirurgicamente. Nos casos de homens de idade mais avançada, o uso de medicação no tratamento das úlceras gástricas, tumores da glândula mamária e alterações hormonais exigem uma maior investigação clínica.

A classificação da ginecomastia baseada nas necessidades cirúrgicas é a melhor.

Para o planejamento cirúrgico, normalmente os especialistas preferem considerar três classificações:

– Grau I: um botão localizado de tecido glandular concentrado ao redor da aréola, com tórax não gorduroso e sem excesso de pele que, geralmente, é fácil de remover;

– Grau II: ginecomastia difusa em tórax com mais tecido gorduroso onde as margens do tecido não são bem definidas. A associação com a lipoaspiração do tecido gorduroso ao redor é frequente.

– Grau III: ginecomastia difusa com grande excesso pele. Estes pacientes necessitam de incisões externas à aréola, na pele, ou reposicionamento do complexo aréolo-papilar ou as duas associadas.

Cirurgia e técnicas atuais

A técnica cirúrgica depende do tipo de ginecomastia e de sua severidade. Existem três técnicas, que podem ser utilizadas separadamente ou combinadas: lipoaspiração (a mais simples), lipoaspiração ultrassônica (considerada por muitos como o tratamento de escolha para a maioria dos casos) e mamoplastia redutora (nos pacientes com excesso de pele). Os principais problemas relacionados ao tratamento cirúrgico da ginecomastia são irregularidades na superfície da mama e alterações no formato ou na posição do mamilo. O edema pós-operatório dura cerca de 7 a 10 dias e o déficit de sensibilidade local em geral é transitório, durando no máximo um ano na maioria dos casos.

A cirurgia de correção da ginecomastia consiste em um corte pequeno em forma de semicírculo na parte inferior da aréola. A cicatriz não é aparente e fica praticamente invisível com o tempo. O cirurgião retira a glândula de consistência dura e aumentada que deverá ser examinada por um patologista. Nos casos de ginecomastia gordurosa, a cirurgia pode ser feita apenas com lipoaspiração da região. A escolha da anestesia local ou geral depende do tipo de ginecomastia, idade do paciente e decisão do anestesista.

A correção da ginecomastia de grau I (localizada) é geralmente um procedimento cirúrgico simples. Já a de grau II é mais complexa e pode apresentar problemas como ondulações da pele torácica após a cicatrização, podendo levar a depressão no centro ou nas periferias da lesão. A combinação entre cirurgia e lipoaspiração dá os melhores resultados. A complicação cirúrgica mais comum é o hematoma. A sobra de pele é mais frequente no paciente idoso do que no jovem e pode ser corrigida posteriormente, se necessário, já que muitos pacientes têm retração de pele satisfatória.

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